terça-feira, 14 de maio de 2013

Capítulo.16

Capítulo.16



-Então...o que é que fazemos agora?-perguntou-me a Margarida.Estávamos sentados nuns bancos á espera que tocasse.Ainda não tínhamos falado desde o beijo na casa de banho,que tinha sido provavelmente a coisa mais estranha que já se tinha passado na minha boca.
-Não sei,o que é que tu achas que devemos fazer?-pergunto para não ter de responder.Ela fica a pensar enquanto brinca com o cabelo.-Não que eu não tenha gostado de...
-Podes dizê-lo,foi tão estranho.-admitiu rindo primeiro sorri mas depois franzi o sobrolho.
O que é que queres dizer com isso?-perguntei ela encolhe os ombros abanando as mãos no ar fazendo parecer que uma das mãos estava a atacar a outra.Ela achou obviamente que eu estava a tentar sugar-lhe a alma ou alguma coisa do género.Senti-me a corar,ela olhou para mim e parou.
-Tu sabes...-responde sem muita convicção.
-Não,não sei.-reclamo ela franze os olhos fazendo-me sentir como se beijasse como um peixe.Ela vai fazendo caretas,como se isso me ajudasse nalguma coisa.
-João não foi a tua primeira vez tu deves saber o que eu quero dizer.-levanto uma sobrancelha.O que é que ela queria dizer,que eu é que tinha estragado tudo?Só porque não lhe enfiei a língua pela garganta não quer dizer que não soubesse o que estava a fazer.Quer dizer pelo menos achava que sabia,mas no momento foi um bocado difícil de pensar no que estava a fazer.
Continuei a olhar para ela á espera de uma resposta e ela suspirou.
-Parecia que estava a beijar um fantasma...-franzi a testa,aquilo nem fazia sentido!Ela semicerrou os olhos,se calhar ainda tinha sido pior.-...e depois pareceu tipo uma máquina de lavar...toda a experiência foi um bocado estranha.
-Uau,obrigada.-revirei os olhos e pronto todos os anos em que pensava que beijava bem tinham sido uma mentira.Mas ela abriu a boca,parece que ainda tinha mais coisas a dizer-me na cara.
-Mas eu não me importo.Não é como se eu fosse boa,porque não sou.-admite rindo e abanando a boca.Também me ri ao ver a situação ridícula em que estávamos.
-Tinhas alguma coisa na boca?-perguntei já que ela estava a ser tão directa.Riu-se e tirou da boca uma pastilha.
-Estava a tentar mantê-la debaixo da língua.-desculpou-se ri-me e ela abanou a cabeça.-Certa altura ia quase engasgando-me.
Ri-me de tudo aquilo.Embora tivesse sido um completo desastre e se fosse noutra situação apeteceria-me morrer,naquele momento não conseguia parar de rir.


E pronto decidi fazer uma coisa mais estúpida e leve para variar (sim porque eu sou uma pessoa claramente muito séria)Espero que tenham gostado não se esqueçam de comentar ;)
p.s:eu não reli o capítulo portanto deve ter alguns erros,desculpem mas já não tenho energia para o fazer (nem sei se me consigo levantar para ir para a cama).

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