terça-feira, 21 de maio de 2013

***Capítulo.18***

Capítulo.18



-Tem a certeza que ela vem?-perguntou-me o empregado já pela terceira vez.Não bastava eu já ter roído as minhas unhas todas mas agora também o empregado me vinha lembrar que a Margarida já estava quase meia hora atrasada.Não conseguia para de roer as unhas e ajeitar o cabelo e estava a ficar cada vez mais nervoso.Se calhar ela tinha-se esquecido ou não tinha querido vir...estava a dar em doido mas não podia sair dali porque ela ainda podia aparecer.
-Ela deve estar aí a chegar.-assegurei,o empregado tentou disfarçar um sorriso e passou-me duas ementas.Enquanto fingia que lia  a ementa ouvi o empregado a falar com alguém que parecia muito apressado.Levantei os olhos e era a Margarida que me estava a acenar entusiasticamente enquanto o empregado a encaminhava para a mesa.Estava sem fôlego e tinha as bochechas muito rosadas,quando se sentou bebeu o seu copo de água de uma vez.
Sorri feliz por ela ter aparecido e reparei que estava com os caracóis mais definidos,se calhar até se tinha arranjado...era melhor não contar com isso.
-Desculpa estar atrasada,mas o Pedro não queria que eu viesse e foi uma confusão para apanhar um autocarro e depois esqueci-me da mala no meu lugar e tive de correr de volta para a paragem...as coisas de sempre.-desculpou-se com o ar mais natural do Mundo,porque estas coisas aconteciam-lhe no dia-a-dia e eu também já estava habituado a que houvesse uma grande história por detrás do seu atraso.Ri-me porque não deixava de ter piada vê-la a contar a história enquanto fazia comentários e caretas.
-Como assim o Pedro não queria que tu viesses?-perguntei franzindo o sobrolho ela espreitou por cima da ementa e revirou os olhos.
-Por causa do que aconteceu no ano passado...eu prometi que não me ia meter em nada até ao fim do liceu mas abri uma excepção.-explicou em voz baixa a corar levemente,sorri porque até me sentia lisonjeado por ser a sua excepção.Ela riu-se vendo a minha reacção,devo ter corado um bocado mais do que pensava ou queria.
Passado um bocado o empregado chegou e parecia um bocado aborrecido por a Margarida ter vindo e eu não estar a comer sozinho.A comida chegou muito rápido porque estávamos num sítio de hamburgueres e não propriamente muito fino mas a Margarida demorou ainda menos tempo a sujar-se toda.
-Já estava a ver que nunca mais acontecia.-exclamou rindo enquanto tentava tirar a alface cheia de maionese do vestido,ri-me também.De propósito deixei cair as batatas na camisola sujando-me de ketchup.
-Obrigada.-agradeceu sorrindo-me.Sorri-lhe de volta e olhei para ela enquanto ela tentava comer o hamburguer sem deixar cair a alface para o colo.Era capaz de ficar assim o resto da noite.



Eu sei que não está nada de mais mas ainda vou. publicar outro em breve com a continuação do encontro deles em breve,porque não tenho nada melhor par fazer com a minha vida.Ia-vos voltar a pedir para virem AQUI e votarem em mim,é muito importante para mim :) Não se esqueçam de comentar,os vossos comentários ajudam-me muito a escrever


Estou a escrever o novo capítulo.Eu sei o que é que vocês estão a pensar *Oh meu Deus dois capítulos numa semana?!* pois...se calhar devia mesmo arranjar uma vida.


Pedido

Ia-vos pedir um favor:podem ir a este blog da Ludmilla Ferreira   votar em mim no blog do mês
Por favor,não quero ser a única pessoa sem votos
beijinhos
Mafalda

domingo, 19 de maio de 2013

***Capítulo.17***

Capítulo.17




Olhei nervosamente á minha volta.Estavam todos a falar,a passar á pressa os apontamentos do quadro ou até a tentar acertar com papelinhos na mosca que andava pela sala desde a primeira aula.Ao meu lado o João já estava a arrumar tudo dentro da mochila e a Madalena estava a olhar para ele com ódio estampado na cara.E tocou.Antes sequer da s'tora dizer que podíamos sair já estavam todos a meio caminho.
Tirei os óculos e comecei a arrumar tudo o mais devagar que pude.Mesmo depois da conversa que tinha tido com o João ainda me sentia um bocado estranha com ele e portanto não estava muito ansiosa por falar com ele.Quando já tinha arrumado tudo e vestido o meu casaco duas vezes saí da sala.A s'tora que tinha ficado á minha espera fechou a porta atrás de mim e começou a fumar no meio dos corredores.Tinha o cabelo despenteado e marca de batom nos dentes, se calhar o facto de ter quase cinquenta anos e ter cinco gatos deve ter contribuído para ela já não querer saber da imagem que está a transmitir aos alunos.
Como sempre os corredores estavam cheios e não havia sinal do João.Suspirei de alívio e entrei na multidão de pessoas que se iam empurrando com as mochilas para saírem primeiro.Suspirei,já estava farta daquela escola mas só tinha de lá estar mais três anos...só mais três anos.Quando cheguei finalmente ao portão e fui quase empurrada para o passeio ele apareceu,mesmo á minha frente como se tivesse estado á minha espera.
-Credo,és tipo Batman?-exclamei soltando um gritinho ridículo ele riu-se e encolheu os ombros.Comecei a andar mais depressa que o normal em direcção á paragem enquanto ele me seguia.Nenhum de nós falou durante o caminho todo,quase que conseguia ver o ambiente estranho que estava entre nós.
-Então...isto é estranho.-disse finalmente,ele sorriu olhando para o chão.
-Eu só queria dizer que só por causa do que aconteceu não quer dizer que tenha de acontecer alguma coisa entre nós.-explicou fiquei a olhar para ele sem perceber.Estava um bocado insultada até,franzi o sobrolho.
-Hum...que simpático.-ironizei revirando os olhos e ele abana as mãos no ar a dizer que não.Mas não queria saber,o meu autocarro vinha aí e ia encomendar uma pizza  quando chegasse a casa portanto estava ansiosa para sair daquela confusão.
-Não era isso que queria dizer...estava a só a dizer,caso não quisesses,claro,mas...hum...-embora fosse giro vê-lo a atrapalhar-se todo queria mesmo ir para casa.Ri-me e acenei-lhe.
-Eu sei o que querias dizer mas quando finalmente ganhares um par vem falar comigo.-disse entrando no autocarro porque estava cansada e sinceramente porque sempre quis fazer uma cena desse género.Ele deve ter percebido que eu estava meia a gozar porque enquanto estava a acenar ria e a abanava a cabeça.
Enquanto me sentava olhei para ele pela janela.Como é que alguém como ele poderia gostar de mim?A maior parte das pessoas via-me como uma rapariga ruiva que se parece com um morcego quando põe óculos.Mas se calhar,por qualquer razão inexplicável,ele poderia gostar disso.Mas sabia que não poderia ganhar esperanças falsas ou iria acabar por passar os meus dias a chorar e a barbar-me numa taça de gelado enquanto via fotos dele no facebook.Esse seria o meu cruel destino,e para evitar isso teria apenas de não começar a acreditar que ele gostava mesmo de mim.De repente sinto o meu telemóvel a vibrar,era uma mensagem do João:Queres sair sexta? Ou se calhar ele poderia mesmo gostar de mim...



Espero que por qualquer razão inexplicável tenham gostado ;) Não se esqueçam de comentar e seguir :)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Capítulo.16

Capítulo.16



-Então...o que é que fazemos agora?-perguntou-me a Margarida.Estávamos sentados nuns bancos á espera que tocasse.Ainda não tínhamos falado desde o beijo na casa de banho,que tinha sido provavelmente a coisa mais estranha que já se tinha passado na minha boca.
-Não sei,o que é que tu achas que devemos fazer?-pergunto para não ter de responder.Ela fica a pensar enquanto brinca com o cabelo.-Não que eu não tenha gostado de...
-Podes dizê-lo,foi tão estranho.-admitiu rindo primeiro sorri mas depois franzi o sobrolho.
O que é que queres dizer com isso?-perguntei ela encolhe os ombros abanando as mãos no ar fazendo parecer que uma das mãos estava a atacar a outra.Ela achou obviamente que eu estava a tentar sugar-lhe a alma ou alguma coisa do género.Senti-me a corar,ela olhou para mim e parou.
-Tu sabes...-responde sem muita convicção.
-Não,não sei.-reclamo ela franze os olhos fazendo-me sentir como se beijasse como um peixe.Ela vai fazendo caretas,como se isso me ajudasse nalguma coisa.
-João não foi a tua primeira vez tu deves saber o que eu quero dizer.-levanto uma sobrancelha.O que é que ela queria dizer,que eu é que tinha estragado tudo?Só porque não lhe enfiei a língua pela garganta não quer dizer que não soubesse o que estava a fazer.Quer dizer pelo menos achava que sabia,mas no momento foi um bocado difícil de pensar no que estava a fazer.
Continuei a olhar para ela á espera de uma resposta e ela suspirou.
-Parecia que estava a beijar um fantasma...-franzi a testa,aquilo nem fazia sentido!Ela semicerrou os olhos,se calhar ainda tinha sido pior.-...e depois pareceu tipo uma máquina de lavar...toda a experiência foi um bocado estranha.
-Uau,obrigada.-revirei os olhos e pronto todos os anos em que pensava que beijava bem tinham sido uma mentira.Mas ela abriu a boca,parece que ainda tinha mais coisas a dizer-me na cara.
-Mas eu não me importo.Não é como se eu fosse boa,porque não sou.-admite rindo e abanando a boca.Também me ri ao ver a situação ridícula em que estávamos.
-Tinhas alguma coisa na boca?-perguntei já que ela estava a ser tão directa.Riu-se e tirou da boca uma pastilha.
-Estava a tentar mantê-la debaixo da língua.-desculpou-se ri-me e ela abanou a cabeça.-Certa altura ia quase engasgando-me.
Ri-me de tudo aquilo.Embora tivesse sido um completo desastre e se fosse noutra situação apeteceria-me morrer,naquele momento não conseguia parar de rir.


E pronto decidi fazer uma coisa mais estúpida e leve para variar (sim porque eu sou uma pessoa claramente muito séria)Espero que tenham gostado não se esqueçam de comentar ;)
p.s:eu não reli o capítulo portanto deve ter alguns erros,desculpem mas já não tenho energia para o fazer (nem sei se me consigo levantar para ir para a cama).